No começo de outubro haverá sessões gratuitas do documentário “2012 – Tempo de Mudança” em São Paulo.

É um filme que quero bastante ver. Li “2012 – The Return of Quetzalcoatl”, do Daniel Pinchbeck, em que se baseia parte do documentário, e achei interessante.

Basicamente, fala sobre uma mudança positiva no mundo, já em andamento, cujo clímax seria em dezembro de 2012. Entre as mudanças descritas está a conscientização ecológica cada vez maior.

Só não gostei no livro o fato de o autor se declarar explicitamente um profeta, com direito a revelação mística (no Brasil!) e tudo mais.

Achei um pouco estranha a mistureba new-age que ele faz, incluindo ETs, ayahuasca, budismo, mitologia maia e um monte de outras coisas. Não a mistura em si, que não é novidade, mas o modo que ele faz isso: basicamente através da leitura de livros, algumas entrevistas e algumas sessões com substâncias enteógenas.

Apesar do autor não estar posicionado no círculo “new age”, estando mais alinhado com o universo dos intelectuais e artistas, dá a impressão que ele faz exatamente como os gurus new age, que lêem um monte de livros espirituais, tiram do contexto original, juntam lá com alguma experiência pessoal, re-interpretam e pronto, vendem isso como se fosse sabedoria.

No entanto, concordo com Pinchbeck que a mudança que está se descortinando tem um potencial positivo gigantesco. E, felizmente, o documentário não deve enfocar esse lado mais delirante do Pinchbeck.