Converse, blogue, twíte, poste, encaminhe emails etc. Mas não seja chato e mostre que as informações são confiáveis.

Informação adequada sobre a atual crise ambiental é um instrumento crucial para tentarmos reverter esse processo de auto-destruição.

Curiosamente, informação é o que não falta. No entanto, às vezes, falta eficiência nesse tipo de comunicação. Não adiantaria muito sair gritando na rua como os pregadores do fim do mundo. Eles podem até estar falando a verdade, mas assim ninguém vai escutar.

Eco-chatismo

Na hora de conversar ou comunicar questões ambientais, é preciso saber não ser fanático, cansativo, raivoso, ou seja, chato. Por exemplo, em redes sociais ou email não funciona muito ficar inundando os amigos com mensagens sobre o tema; eles vão é fugir de você — diminua o número e aprimore a qualidade.

Também é importante evitar o sectarismo e ofensas — não só para tentarmos melhorar algo, mas por simples bom senso também.

Entre pessoas que acabaram de mudar alguns hábitos ou de se engajar em algum movimento, devido à preocupação com a natureza e outros seres vivos, são comuns manifestações que acabam ofendendo outras pessoas.

Dependendo da maneira que a coisa é colocada, o efeito acaba sendo o contrário do desejado: a pessoa ofendida passa a ter aversão aos ativistas e, consequentemente, de suas causas.

Serve para alguma coisa isso? Vale muito mais a pena o diálogo aberto e respeitoso.

Fontes confiáveis

Demonstrar que a fonte das informações sobre o assunto são confiáveis também acaba sendo fundamental. Indique os artigos, notícias, livros, pesquisas, relatórios etc, de onde vem os dados que apóiam a discussão.

Interprete

Profissionais responsáveis pelo noticiário geral muitas vezes desconhecem todo o contexto daquilo que estão noticiando. É por isso que muitas vezes as notícias sobre desmatamento ou aquecimento, por exemplo, falham em dar a verdadeira dimensão dos fatos.

É aí que entram os comentários e opiniões daqueles que acompanham mais de perto o assunto. Mas se apenas ficarmos dando nossas opiniões apaixonadas — sendo chatos e suspeitos — não vai adiantar muito.